Por Agência Sindical

A Petrobras anunciou terça (11) novos reajustes nos combustíveis, que passam a valer nesta quarta (12). A gasolina tem alta de 4,85% nas distribuidoras, enquanto o diesel tem aumento de 8,08%. No acumulado de 12 meses, ambos subiram quase 80%.

Esse novo aumento é consequência da política de Preço de Paridade Internacional, praticada pela estatal desde outubro de 2016. Em síntese, os preços dos combustíveis são reajustados conforme a variação do petróleo no mercado internacional, cotado em dólar.

Dessa forma, quem ganha são acionistas da Petrobras, que lucram com esse aumento de preços. Após o anúncio do reajuste, as ações da empresa subiram cerca de 1%. Já para o restante da sociedade, o impacto é negativo, uma vez que isso reflete em toda a economia, inclusive sendo o principal fato para o descontrole da inflação.

Desenhado – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) criaram um documentário. Intitulado A Mentira como Combustível, a peça explica a política de preços da estatal, desconstrói mentiras do governo para justificar os seguidos aumentos e desenha a relação entre o empobrecimento do trabalhador e a explosão nos preços.

Um dos exemplos utilizados no documentário é que, para abastecer um carro com 35 litros de gasolina – um tanque de carro popular -, o motorista compromete cerca de 25% do salário mínimo vigente. Em outros países como Estados Unidos e o vizinho do Brasil, Argentina, o percentual fica entre 3% e 6,2%.

Política – Está em tramitação no Congresso Nacional o Projeto de Lei 1.472/2021, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Esse PL cria um programa de estabilização de preços dos combustíveis. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos em dezembro.

A iniciativa do parlamentar prevê a criação de um fundo para conter as altas dos preços dos combustíveis. Uma das sugestões é a criação de um imposto sobre a exportação de petróleo cru para abastecer esse fundo.

MAIS – Clique aqui e assista ao documentário da FUP e Anapetro.